Bolsas de Investigação

As Bolsas de Investigação Médica Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) / LIONS Portugal são o resultado direto da conversão de fundos do Projeto LUCAS. Elas funcionam sob critérios rigorosos para garantir que o valor  angariado chegue aos laboratórios mais promissores do país.

 

Valor e Frequência das Bolsas

  • Valor financeiro: Cada bolsa atribuída tem habitualmente o valor fechado de 15.000 € (quinze mil euros).
  • Periodicidade: As bolsas são lançadas através de concursos anuais promovidos pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.
  • Flexibilidade por mérito: Embora o protocolo base preveja o financiamento de uma bolsa anual, a forte adesão pública ao Projeto LUCAS e a excelente qualidade das candidaturas têm permitido, com frequência, financiar duas bolsas em simultâneo num único ano.
 

Onde e Quem pode candidatar-se?

  • Público-alvo: Destina-se a jovens investigadores licenciados ou mestres em áreas das ciências da saúde (como Medicina, Biomedicina, Biologia ou Bioquímica) que estejam integrados em instituições científicas ou académicas portuguesas.
  • Foco Científico Estrito: Ao contrário de outras bolsas gerais da LPCC, esta linha de financiamento específica dos Lions exige obrigatoriamente que o projeto submetido seja focado em Oncologia Pediátrica (cancro infantil).
 
 

Exemplos de Projetos Reais Vencedores

Para perceber o impacto prático do montante angariado pelo Projeto LUCAS, a parceria atribuiu recentemente bolsas a projetos de vanguarda que atuam no cancro cerebral infantil (uma das principais causas de mortalidade pediátrica):]

  • Projeto CancerCareTech (NOVA FCT): Liderado pela investigadora Cláudia Quaresma, este projeto desenvolve uma plataforma integrada para monitorizar e acelerar a reabilitação motora de crianças após os tratamentos oncológicos, com o objetivo de reduzir ao mínimo as sequelas físicas deixadas pela doença.
  • Medicina de Precisão em Organoides (i3S / Ipatimup Porto): Conduzido pela cientista Joana Peixoto, este trabalho faz testes de fármacos em larga escala utilizando “organoides” (pequenos mini-órgãos/tumores criados em laboratório a partir de células dos doentes) para conseguir identificar, de forma personalizada, qual o medicamento exato que vai funcionar melhor em cada criança.
  • Apoio Institucional Direto: O financiamento destas bolsas é também entregue formalmente a centros de referência oncológica em Portugal, como o IPO do Porto, fortalecendo as equipas locais de investigação clínica