Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal

PRÉMIO LITERÁRIO 2023

A Associação Internacional de Lions Clubes – Distrito Múltiplo 115, a Fundação Lions de Portugal, e a Guerra e Paz Editores têm a honra de anunciar a abertura das candidaturas ao Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal de 2023, prémio que tem um valor monetário de dois mil e quinhentos euros, atribuído ao autor da obra premiada.

As candidaturas serão recebidas por email (e só por email), numa forma muito simplificada, que facilita a participação dos autores. As condições a que se devem submeter as candidaturas estão expressas no Regulamento.

As candidaturas abrem no dia 1 de Outubro do corrente ano e encerram às 23h59 do dia 30 de Novembro de 2022.

A Guerra e Paz editores publicará a obra vencedora, tal como publicou já o romance Vidas por Fios, de José Martinho Gaspar, vencedor da edição de 2019, Os Dentes do Tejo, de Evelina Gaspar, romance vencedor do Prémio de 2020, o romance vencedor de 2021, A Desaparecida, de Ricardo Lemos, e Periferia, romance de Catarina Costa, vencedor em 2022.

O Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal foi criado em 2011 e destina-se a premiar e publicar uma novela ou um romance de autores portugueses, tanto de autores estreantes como de autores já com obra publicada, com a condição de que sejam inéditos.

Concebido para servir a causa da leitura e para servir os autores e a literatura portuguesa, este é um prémio que se enquadra nos objetivos de ligação e divulgação da cultura que norteiam, também, a ação do Lions de Portugal.

Vencedora do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2022

Catarina Costa nasceu em Coimbra em 1985, cidade onde reside e trabalha. Estudou Psicologia Clínica. Tem vários livros de poesia editados: Marcas de urze (Cosmorama, 2008), Dos espaços confinados (Deriva, 2013), Síndrome de Estocolmo (Textura, 2014), Chiaroscuro (Douda Correria, 2016), A ração da noite (Companhia das Ilhas, 2016), Analema (Douda Correria, 2017), Essas alegrias violentas (Companhia das Ilhas, 2019) e O vale da estranheza (Companhia das Ilhas, 2021).

SINOPSE
Ninguém sabe localizar a Periferia, nem dizer de que lugar ela traça o limite. Mas é para lá, para essa orla de um lugar desconhecido, que estão a ser enviados os Pacientes que habitam a cidade, descendentes das cobaias da Experiência. Na Periferia o ar é mais puro, dizem, e os Pacientes têm uma constituição mais frágil, carecem de cuidados especiais. Mas nem todos aceitam ir. Uma Paciente permanece clandestina na cidade, contando com a ajuda de uma outra habitante. Deambula aleatoriamente pelas ruas todos os dias de manhã à noite, misturada na multidão, tentando passar despercebida e evitando ostentar algum sinal, expressão ou gesto que a denuncie. Os acontecimentos, porém, vão impedi-la de continuar no coração da cidade como perpétua foragida. A sua fuga toma a direcção dos arrabaldes e de zonas mais periféricas, novos territórios onde encontrará outros modos de sobreviver.

Vencedor do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2021

Ricardo Lemos recebe o Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2021
O romance “Desaparecida”, de Ricardo Lemos, recebeu o Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2021. Este prémio é atribuído pelo Lions Clubes Portugal – MD115, a Fundação dos Lions de Portugal e a Guerra e Paz Editores.
O júri é presidido pelo jornalista e romancista João Céu e Silva, e constituído pelo escritor João Nuno Azambuja, os últimos vencedores do prémio, José Martinho Gaspar e Evelina Gaspar, e Lucinda Fonseca, em representação da Fundação Lions Portugal.
Segundo este júri, Ricardo Lemos “demonstrou a arte de contar histórias dentro da história, mesmo que algumas sejam inverosímeis, como o próprio refere no início. Integrando um vocabulário riquíssimo, esta obra é uma viagem pelo real e pelo imaginário, o que demonstra a sua riqueza, de onde nem o choque de culturas, de crenças e de utopias está apartado.”
O autor, Ricardo Lemos de 34 anos, estudou cinema em Londres e é mestre em escrita criativa, pela Universidade de Cambridge. Já viveu entre Portugal e Inglaterra, os Estados Unidos e o Tibete, confessando-se como já tendo sido um transumante, mas que hoje é um “orgulhoso sedentário”.
Chegou a escrever crónicas de viagens para o Jornal de Notícias durante uma volta ao Mundo. Desaparecida nasce “de uma vontade de conhecer melhor a terra de onde se vem. Do meu interesse por histórias de família, lendas, superstições e textos dos séculos XVI e XVII. De um gosto especial pela fabulação.”

Vencedora do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2020

EVELINA GASPAR
Nasceu em França, no ano de 1974, no seio da comunidade portuguesa emigrada naquele país. No início da década de 80, a família regressa a Portugal, a Tomar, cidade em que a autora vive até se mudar para Vila Nova da Barquinha, onde crescem os seus dois filhos.

Antes de se dedicar seriamente à escrita, cursa Relações Internacionais e trabalha em diversas áreas, nomeadamente na dos transportes rodoviários internacionais, enquanto vai escrevendo contos e diários em blogues que mudam de nome e de cara muitas vezes ao longo dos anos.

O seu romance Na Massa do Sangue foi distinguido com o Prémio Literário Médio Tejo em 2017. Os Dentes do Tejo, vencedor do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal de 2020, é o seu segundo romance.

O júri do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal de 2020 salienta a «alta qualidade» e a «força evocativa» de Os Dentes do Tejo, «no que se espera que seja uma marca na e da literatura portuguesa contemporânea».

Vencedor do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2019

JOSÉ MARTINHO GASPAR

Nasceu em Água das Casas, Abrantes, em 1967. Licenciou-se em História na Universidade de Coimbra, onde também concluiu o mestrado em História Contemporânea, no âmbito do qual publicou
A Primeira República em Abrantes: Evolução Política e Acção Laicizadora e Os Discursos e o Discurso de Salazar. Particularmente interessado por história local, coordena o Centro de Estudos de História Local de Abrantes, onde dirige a revista Zahara há 17 anos. Amante de livros, bibliotecas e documentos antigos, fez uma pós-graduação em Ciências Documentais – Arquivo.
Professor de História de profissão, encontrou na escrita uma paixão. Em 2012, iniciou-se na ficção com o livro de contos Histórias Desencantadas; em 2015, trouxe a público uma obra que lhe saiu do coração, Água das Casas: Memórias de Uma Comunidade, e estreou-se na literatura para a infância com Um Mundo Quadrado: Visto Aqui Deste Lado; em 2016, publicou Sport Lisboa e Abrantes/Sport Abrantes e Benfica: 100 Anos; voltou aos contos em 2017, com Histórias de Ter de Ser. Vidas por Fios é o seu primeiro romance.