Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal

Os Lions Clubes de Portugal, a Fundação Lions de Portugal e a Guerra e Paz editores atribuem todos os anos o Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal, prémio que tem um valor monetário de dois mil e quinhentos euros, atribuído ao autor da Obra premiada.
O Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal foi criado em 2011 e destina-se a premiar a melhor novela ou romance inéditos de autores portugueses, estreantes ou com obra publicada.
Concebido para servir a causa da leitura e para servir os autores e a literatura portuguesa, este é um prémio que se enquadra nos objetivos de ligação e divulgação da cultura que norteiam, também, a ação do Lions de Portugal.

Vencedor do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2021

Ricardo Lemos recebe o Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2021
O romance “Desaparecida”, de Ricardo Lemos, recebeu o Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2021. Este prémio é atribuído pelo Lions Clubes Portugal – MD115, a Fundação dos Lions de Portugal e a Guerra e Paz Editores.
O júri é presidido pelo jornalista e romancista João Céu e Silva, e constituído pelo escritor João Nuno Azambuja, os últimos vencedores do prémio, José Martinho Gaspar e Evelina Gaspar, e Lucinda Fonseca, em representação da Fundação Lions Portugal.
Segundo este júri, Ricardo Lemos “demonstrou a arte de contar histórias dentro da história, mesmo que algumas sejam inverosímeis, como o próprio refere no início. Integrando um vocabulário riquíssimo, esta obra é uma viagem pelo real e pelo imaginário, o que demonstra a sua riqueza, de onde nem o choque de culturas, de crenças e de utopias está apartado.”
O autor, Ricardo Lemos de 34 anos, estudou cinema em Londres e é mestre em escrita criativa, pela Universidade de Cambridge. Já viveu entre Portugal e Inglaterra, os Estados Unidos e o Tibete, confessando-se como já tendo sido um transumante, mas que hoje é um “orgulhoso sedentário”.
Chegou a escrever crónicas de viagens para o Jornal de Notícias durante uma volta ao Mundo. Desaparecida nasce “de uma vontade de conhecer melhor a terra de onde se vem. Do meu interesse por histórias de família, lendas, superstições e textos dos séculos XVI e XVII. De um gosto especial pela fabulação.”

INSCRIÇÕES

Por razões que se prendem com as limitações provocadas pela pandemia, procedeu-se a uma substancial alteração na forma de apresentação das candidaturas que só são, agora, recebidas por email, numa forma muito mais simplificada para os autores. As condições a que devem submeter-se as candidaturas estão expressas no Regulamento. As candidaturas encerram à meia-noite do dia 28 de fevereiro de 2021.
A Guerra e Paz editores publicará a Obra vencedora, tal como publicou já o romance “Vidas por Fios”, de José Martinho Gaspar, vencedor da edição de 2019, e “Os Dentes do Tejo”, de Evelina Gaspar, romance vencedor do Prémio de 2020.