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 HELEN KELLER

  

 

 

Nasceu em 27 de Junho de 1880 em Tuscumbia, Alabama, EUA. Aos dezoito meses de idade perdeu subitamente a visão e a audição devido a uma doença, provavelmente escarlatina. Alguns meses antes de Helen completar 7 anos de idade, Anne Sullivan, uma professora de vinte a um anos, foi morar em sua casa para ensina-la. A professora Anne Sullivan havia estudado na Escola Perkins para Cegos (Perkins School for the Blind.

Anne Sullivan iniciou seu trabalho com Helen utilizando uma boneca e tentando relacionar o objecto à palavra através da soletração da palavra “BONECA” pelo alfabeto manual. No dia 5 de Abril de 1887 Helen e sua professora estavam no quintal da casa, ela colocou a mão de Helen na água fria e sobre a outra mão soletrou a palavra “água” primeiro vagarosamente, depois rapidamente. De repente, os sinais atingiram a consciência de Helen agora com um significado. Ela aprendeu que “água” significava algo frio e fresco que escorria entre suas mãos. A seguir, tocou a terra e pediu o nome daquilo e, a anoitecer já havia relacionado trinta palavras a seus significados. Numa sucessão rápida ela aprendeu os alfabetos Braille e manual, facilitando assim, sua aprendizagem da escrita e leitura. 

 

 

Em 1890 ela surpreendeu a “Professora” pedindo para aprender a falar. Helen Keller aprendeu a falar aos dez anos. Pondo a mão em seu rosto, para que Helen sentisse a vibração de sua voz, Miss Sarah Fuller (Directora da Escola de Surdos Horace Mann) ia repetindo vagarosamente e muito claro, o som *ahm*, enquanto Miss Sullivan soletrava a palavra *ahm* na mão dela. No final da décima primeira lição, fez uma surpresa para Annie, puxou-a pelo braço e disse claramente: “EU NÃO SOU MAIS MUDA”.

Sob a orientação de Anne Sullivan, matriculou-se no Instituto Horace Mann para Surdos de Boston e depois na Escola Wright-Humason Oral de Nova Yorque onde, durante dois anos, recebeu lições de linguagem falada e de leitura pelos lábios. Em 1898 entrou na Escola Cambridge; em 1900, para a Universidade Radcliffe onde, em 1904, recebeu seu diploma de bacharel em filosofia.  

Antes de se formar Helen Keller fez a sua estreia na literatura escrevendo a sua autobiografia “A História de Minha Vida”. Escreveu inúmeros artigos para revistas e vários livros. Em 1954, “A História de Minha Vida” foi traduzido em cinquenta línguas. Por mais diversos que fossem os seus interesses nunca esqueceu as necessidades das pessoas cegas e surdas-mudas, comparecendo perante governos, dando conferências, escrevendo artigos e sobretudo, pelo exemplo pessoal do que uma pessoa severamente prejudicada pode alcançar.

Helen Keller, porém, estava tão interessada no bem estar das pessoas cegas de outros países quanto aquelas do seu próprio, e a sua participação activa nessa Área de trabalho para os cegos começou em 1915, quando a Imprensa Braille Americana transformou-se na American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated). Foi então que ela começou as suas viagens pelo mundo, em benefício dos cegos, facto esse que a tornou bem conhecida nos últimos anos de vida.

Durante sete viagens entre 1946 e 1957, visitou 35 países nos cinco continentes

Helen Keller fez a ultima aparição em publico num encontro do Lions Club de Washington, D.C. Nesse encontro ela recebeu o “Prémio Humanitário Lions” por sua vida dedicada a servir a humanidade e por inspirar a adopção de programas de ajuda aos cegos e conservação da visão do Lions International. Durante a sua viagem a Washington, foi recebida pelo Presidente Kennedy. 

Após 1961, Helen Keller viveu tranquilamente em “Arcan Ridge”, onde recebia a família, amigos íntimos e membros da American Foundation for the Blind e da American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated).

Helen Keller faleceu em 19 de Junho de 1968, em “Arcan Ridge”, algumas semanas antes de completar 88 anos. No seu último adeus, o Senador Lister Hill, do Alabama, expressou os sentimentos de todo o mundo quando disse a respeito de Helen Keller:

-- “Ela viverá; ela foi um dos poucos nomes, imortais, que não nasceu para morrer. Seu espírito perdurará enquanto o homem puder ler e a história puder ser  contada sobre a mulher que mostrou ao mundo que não existem limitações para a coragem e a fé”.